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terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Detector de metais

Cidade do Vaticano. Após uma fila de mais ou menos 1 hora e meia, consigo chegar à bilheteria e, logo depois, ao detector de metais do Museu do Vaticano. O Museu é onde ficam toneladas e toneladas de obras de arte e, também, a Capela Sistina. Boa parte dos turistas passa correndo por todas as suas salas para chegar à Obra Prima de Michelangelo.

Como bom mochileiro, estava equipado com ingredientes e instrumentos para confecção de sanduíches e consumo de iogurtes. Entre esses instrumentos, uma faca.

O detector de metais armou um escândalo, que não foi maior do que o armado pelo guarda responsável, que gritava praticamente na minha orelha: “De quem é esta mochila aqui?”. Eu, timidamente, respondi que era minha e já olhando pra tela, vi a faca lá.

- De onde você veio? – Perguntava o guarda.
- Brasil – Eu disse.
- Ah... Brasil... Então deixe a faca ali no guarda-volumes e pode entrar.

Ele não conferiu se eu era brasileiro nem me acompanhou até o guarda volumes. O que me leva crer que algumas nacionalidades não estariam autorizadas a entrar com facas no sagrado museu.

Depois da visita, fomos até a Basílica de São Pedro, praça principal do Vaticano onde o Papa abençoa os fiéis. Já esperando o mesmo problema, minha surpresa, o guarda nem perguntou de quem era a mochila e simplesmente ignorou a faca.

São políticas de segurança italianas. Aqui não pode entrar com faca, ali pode. Onde tá escrito? Ah... isso ninguém sabe mesmo, me falaram...

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Este lugar está vazio?

A pergunta pode parecer retórica, mas não é. Particularmente em alguns cenários. Vou ilustrar dois deles aqui.

Trem:

Viajar de trem tem todo aquele apelo romântico dos filmes, os campos verdes e as paisagens bucólicas e pastoris que só uma viagem sobre trilhos nos permite apreciar. Entra-se no trem e o vagão está até bem ocupado, pra cada assento livre, duas pessoas no trem. Aí eu paro ao lado de um assento livre, começo a tirar a mochila das costas e a pessoa se adianta a avisar: “Está ocupado”. Ligeiramente me movo dali pra um outro e, na terceira tentativa, acho o assento livre² (sim, ao quadrado, não basta não ter ninguem agora, não pode ter ninguém dali a alguns minutos também).

A mesma coisa pode ser aplicada às salas de aula. Você chega adiantado, mas pega o lugar no fundo, porque todos eles já estão ocupados. É uma espécie de coronelismo entre os mais fortes ou os que têm mais amigos ali dentro. Mas isso é outra coisa.

Ônibus (transporte coletivo):

Entra-se no ônibus, que está levando mais ou menos a lotação máxima de pessoas e casacos enormes de inverno (Cada pessoa ocupa um espaço equivalente a 1,5). É um enorme esforço pra passar da porta, já que todo mundo que vai descer na décima parada a partir dali já se prepara pra descer e fica bloqueando a entrada.

Como dizia... Entro ali, tanta gente em pé só pode significar uma coisa: Lotação total, vou ter que achar um local pra mim em pé. Surpreendentemente vejo um assento livre. Educadamente, ofereço à senhora ao meu lado se gostaria de se sentar e ela recusa, dizendo que já vai descer (na quinta parada a partir dali... mas isso é um relato futuro). Espero mais uns segundos e vejo que ninguém nem se manifesta, nem faz menção de pegar o lugar. Sento, leio minha revista, e saio.

Agora o que me intriga é, com tantos lugares livres-ocupados nos trens, porque os italianos não se sentam nos lugares livres-livres dos ônibus coletivos? Pior, mesmo com o ônibus vazio muitos viajam em pé (distâncias longas). Vai entender?