Viajar de trem tem todo aquele apelo romântico dos filmes, os campos verdes e as paisagens bucólicas e pastoris que só uma viagem sobre trilhos nos permite apreciar. Entra-se no trem e o vagão está até bem ocupado, pra cada assento livre, duas pessoas no trem. Aí eu paro ao lado de um assento livre, começo a tirar a mochila das costas e a pessoa se adianta a avisar: “Está ocupado”. Ligeiramente me movo dali pra um outro e, na terceira tentativa, acho o assento livre² (sim, ao quadrado, não basta não ter ninguem agora, não pode ter ninguém dali a alguns minutos também).
A mesma coisa pode ser aplicada às salas de aula. Você chega adiantado, mas pega o lugar no fundo, porque todos eles já estão ocupados. É uma espécie de coronelismo entre os mais fortes ou os que têm mais amigos ali dentro. Mas isso é outra coisa.
Entra-se no ônibus, que está levando mais ou menos a lotação máxima de pessoas e casacos enormes de inverno (Cada pessoa ocupa um espaço equivalente a 1,5). É um enorme esforço pra passar da porta, já que todo mundo que vai descer na décima parada a partir dali já se prepara pra descer e fica bloqueando a entrada.
Como dizia... Entro ali, tanta gente em pé só pode significar uma coisa: Lotação total, vou ter que achar um local pra mim
Agora o que me intriga é, com tantos lugares livres-ocupados nos trens, porque os italianos não se sentam nos lugares livres-livres dos ônibus coletivos? Pior, mesmo com o ônibus vazio muitos viajam em pé (distâncias longas). Vai entender?